Duvidoso papel de Nunes Marques
Será que o pai de Kelvin Nunes (ambos na foto) e seus pares terão estômago para mantê-lo à frente do TSE nesta
que promete ser uma das mais concorridas eleições dos últimos tempos?
Aparentemente, Kassio Nunes Marques não vai arredar o pé, embora tenha se
declarado impedido para participar da lamentável
sessão do STF na última terça-feira.
Não pela tonelada de motivos que vieram à tona
naquele mesmo dia, e sim pelo fato de presidir o TSE. No caso, uma justificativa
inválida.
Se o objetivo daquele encontro era atirar pedras
sobre o ministro Alexandre de Moraes, ficou difícil mantê-lo como alvo exclusivo diante de tudo o que
aconteceu.
Conforme as mensagens trocadas no celular e Daniel Vorcaro,
este orientou um auxiliar a alugar a melhor casa do Rio para o ministro KN e a um
pequeno grupo de privilegiados. A tal mansão, no Joá, do ator Márcio Garcia, com 6
mil m² , vista para o mar e para a Pedra da Gávea, foi colocada à venda em 2024 por R$ 250 milhões. É a mais valiosa do Rio.
A mordomia incluiu camarote no carnaval de 2025, chef de cozinha, motoristas, deslocamentos de helicóptero e custou R$ 1,45 milhão. Que incluiu os R$ 10 mil pagos à garota de programa que prestou serviços particulares ao magistrado, que ganhou o apelido de K10 nas redes. E ainda houve quem ironizasse que o custo foi baixo em relação ao benefício...
Sobre o filho Kevin, o diretor jurídico
do Master, Luiz Rennó, passou a Vorcaro o contato do rapaz com a pergunta: “Esse
aqui – 500 mil mês – mantém?”. Com apenas 26 anos, o garoto prodígio atende ainda outros clientes milionários, como o Grupo JBS, de quem recebeu R$ 11,3 milhões.
É dinheiro para garantir o eterno futuro de pai e filho...
A aventura sexual foi revelada pelo diálogo com
Rayanna, próxima à tal garota de programa: “ficou com o Kassio e aguarda pagamento
de R$ 10 mil". Rápido no gatilho, Vorcaro pede os dados da moça para encaminhar
o Pix.
(Tanto investimento explica o recente ataque de Vorcaro na cadeia pela manutenção de seu pai na cadeia.)
Nada que possa surpreender, a quem chegou até a falsificar o currículo para entrar na Corte Suprema - onde o critério que deveria prevalecer são saber jurídico e reputação ilibada - com a justificativa de Jair Messias: “Ele já tomou muita tubaína comigo, tá ok?”
E com o Brasil, quem se importa?

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