Exportadores de democracia
O Brasil já
exporta tecnologia para países vítimas da crescente hegemonia mundial da
extrema-direita. O Exército do Lula, criado pelo deputado André Janones
(Rede-MG, foto), já inspira países ameaçados pelo autoritarismo, como a França,
Espanha e Argentina.
A
estratégia de distribuir missões entre grupos gigantes de WhatsApp, que
foge ao filtro dos algoritmos e turbina as redes sociais reuniu
10 milhões de seguidores no Brasil – Janones anuncia para breve um crescimento do grupo para 13
milhões – e já se torna um novo caminho para os progressistas.
Se o ”L” entrou na moda por aqui, o “M” de Jean-Luc Mélenchon, fundador do partido
França Insubmissa (LFI), já se espalha
pela França para o pleito de 2027, enfrentando o favoritismo da extremista de direita, Marie Le Pen.
Após a iniciativa
não oficial Les Soldats Insoumis (Soldados Insubmissos), o próprio
partido lançou o canal L’équipe de Mélenchon officielle (A equipe
oficial de Mélenchon). Em vídeo nas redes sociais, o deputado francês Antoine
Léaument citou a experiência brasileira e afirmou que o grupo adotaria o método inspirado no que ocorreu na campanha de Lula.
Já os
argentinos criaram o grupo 'Ejército del Peronismo', integrado pela ala mais jovem a mais à esquerda do
peronismo, a principal força de oposição a Javier Milei.
E a Espanha celebra o grupo 'La fuerza de la gente' (A força das
pessoas), criado em apoio ao atual primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez,
do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), em pré-campanha eleitoral para enfrentar os partidos Popular e Vox.
Quem diria que viria do Brasil – que já viveu uma ditadura militar por 21 anos, foi acossado pelos Bolsonaro e quase embarca de novo nessa canoa furada – o movimento que espalha garantias de fortalecimento da democracia...

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