Pela queda das taxas de juros

 


Imagino que Lula deva estar rindo à toa da proposta do economista André Lara Resende (foto) - o economista do Plano Real - para desindexar as abusivas taxas de juros, que cairiam dos atuais 13,75% para 7,5%, sem abandonar a meta de inflação, aperfeiçoada por mudanças no mercado financeiro e na condução desta mesma taxa.

Como se sabe, o Brasil está em primeiro lugar no mundo no ranking de juros reais. O que, na prática, enriquece os banqueiros e agentes financeiros e empobrece a população.

Conforme o jornalista Luis Nassiff, a estratégia pretende democratizar o processo decisório da taxa de juros - reativando a representação dos setores produtivos perdida com a financeirização -, além de introduzir uma coordenação transparente entre as políticas fiscal e monetária.

Para garantir que a queda da taxa Selic seja bem-sucedida e não gere instabilidade, a proposta de Rezende pretende impor limites à alavancagem, com margens maiores de garantia e fiscalização rigorosa contra manipulações.

Requer novos instrumentos - como títulos de longo prazo de infraestrutura, fundos de participação produtiva e limites ao financiamento especulativo - para canalizar a poupança nacional rumo a novos investimentos, a exemplo de máquinas, inovação e maior capacidade produtiva.

Seja qual for o resultado, a consequência inicial do artigo do economista é inaugurar a discussão fundamental para o país.

No mais, que os Democratas venham com tudo nas eleições de meio termo que começam hoje nos EUA!

 

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