Senado vira casa da mãe Joana


 

Gente, o que virou o senado? A casa onde já se sentaram a princesa Isabel, Joaquim Nabuco e Rui Barbosa – intransigentes defensores do abolicionismo - está completamente down no hight society. O PL elegeu 19 novos senadores, que passa a ter a maior bancada, com 28 integrantes, que somam 50 – dos 81 -, se reunida a direita.

Se em seu terceiro mandato Lula remou contra a maré, a situação piorou. O que salva é a mobilização conquistada nas ruas e nas redes, que imporá limites à barbárie.

A movimentação pela presidência em 1º de fevereiro, então, é de chorar. Sabemos que Davi Alcolumbre (UB) está envolvido até o talo com o Banco Master. Além disso, ele não se furtou a emparedar Lula, como quando articulou a negação unânime de Jorge Messias, nome do presidente para uma vaga no STF.

Já mais para o fim deste ano, Alcolumbre fez as pazes com Lula e passou a votar projetos de interesse do governo, de olho em sua permanência no cargo se houvesse reeleição. Ele, que foi um dos protagonistas do orçamento secreto anunciou, sem corar, sua intenção de anistiar os golpistas do 8 de janeiro. Só para atrair os votos bolsonaristas.

Ou seja, compromisso com o país, zero.

Antonio Marinho (PL), até agora o principal candidato oponente, por sua vez, não fica atrás em matéria de fisiologismo. Principal articulador da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência, ele é o indicado da bancada majoritária, porém, não agrada à maioria de ministros do STF. Porque, ao contrário de Alcolumbre, acena com a cassação de magistrados como Alexandre de Moraes.

Tereza Cristina (PP), candidata do agro e das mulheres, articula com Marinho unificar a candidatura para o favorito.

Se alguém pensou que esta deveria ser uma casa de ilustres, presidida por igualmente ilustres, terá de se conformar com o baixo nível predominante. Resultado, por sinal, das péssimas escolhas feitas pelos brasileiros nas últimas eleições.

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